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REPORTAGENS
17/07/2011
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A união faz a força


Fusões e alianças comerciais são cada vez mais frequentes na indústria automobilística

Paulo Roberto Dias
Divulgação

Indique

Associar-se a outra companhia para criar um novo negócio, na maioria das vezes de risco, sem que ambas as empresas percam sua personalidade. A união, que leva o nome de Joint-Venture, empreendimento ousado, em português, já é uma prática antiga na sociedade industrial e comercial, mais que ainda hoje são frenquentes no mercado automotivo.

Mas no que se referem ao interesse prático de sua adoção, essas associações são vantajosas no sentido de oferecerem maiores oportunidades de realizar concentrações empresariais e pela ampliação do mercado consumidor, além de ser uma forma de buscar matéria-prima e mão-de-obra mais baratas.

Porém, quando se trata de países em via de desenvolvimento, as Joint-Ventures podem ser úteis no sentido em que elas trazem cooperação técnica para a superação de um atraso tecnológico, sem falar a inserção de mais capital.

Essa prática que já foi utilizada no mercado automobilístico brasileiro entre as décadas de 80 e 90, pode ser a solução encontrada por grandes montadoras, até então rivais, para superar possíveis crises e se fortalecerem.

A parceria entre a francesa Renault com a japonesa Nissan já exista há mais de 10 anos e até hoje rende bons frutos. ‘Filhos’ do acordo, por exemplo, são os modelos Renault Clio Sedan e Nissan Platina, que são praticamente o mesmo carro apenas com nomes diferentes.

O Grupo PSA Peugeot Citroën é outro adepto às cooperações industriais. Os modelos Peugeot 307 e o Citroën C4 são produtos desenvolvidos em parceria pelas marcas francesas, uma vez que ambos utilizam a mesma plataforma e mecânica.

Ainda sobre a Peugeot, o modelo 3008 surgiu a partir de estudos feitos pela PSA durante cooperação com a Mitsubishi. A francesa buscava know how em crossovers e modelos com apelo aventureiro, segmentos em que não atuava, e por outro lado, a japonesa precisava de expertise em carros e motores pequenos, um dos principais focos da PSA. O Peugeot 3008, aliás, tem motor PSA desenvolvido pela BMW.

Joint-Venture no Brasil
Entre os anos de 1987 e 1996, um bom exemplo de Joint-Venture no País foi Autolatina. A união, que também envolveu o mercado argentino, aconteceu através da empresas Ford e Volkswagen, onde as operações de ambas as fabricantes foram integradas para a produção de novos veículos.

A ideia era compartilhar os gastos e unir os pontos fortes de cada uma, e no período de atividade da Autolatina, a Volkswagen forneceu à Ford os motores AP-1600, AP-1800 e AP-2000, além da plataforma do Santana. E foi através dessa troca que surgiram os modelos Royale, Verona e Versalles.

Da mesma maneira, a Ford ofereceu à montadora alemã os propulsores AE-1000 (CHT) e AE 1600 (CHT), e a plataforma do Escort, de onde saíram os modelos Apollo, Logus e Pointer. 

Outras montadoras que também resolveram se unir para a troca de conhecimentos e a fabricação de um novo produto foram as marcas Fiat e General Motors.

A cooperação originou a Fiat-GM Powertrain (FGP) e operou entre os anos de 2001 e 2005, na fabricação de motores. Na época, os motores do Chevrolet Astra e do Fiat Stilo eram o mesmo.

 
O futuro das fabricantes de veículos
O futuro das companhias automotivas para se tornarem ou permanecerem fortes em um mercado tão competitivo está nas fusões e parcerias industriais. Só que este futuro não está muito longe, e devido à crise econômica que abalou diversos mercados, entre eles o setor automotivo, a união poderá garantir a sobrevivência de muitas organizações.

Um bom exemplo destas fusões foi à compra da Chrysler pelo Grupo Fiat. Após a aquisição da montadora americana, a Fiat iniciou o desenvolvimento de um novo modelo que utiliza a plataforma do Dodge Journey (marca que faz parte da Chrysler), e que será lançado nos Estados Unidos no mês de agosto, com o nome de Fiat Freemont, porém, seus equipamentos e sua roupagem é praticamente a mesma do modelo da Dodge.

Recentemente, a Fiat formalizou uma proposta de compra da Opel, subsidiária da General Motors na Europa, mais nada foi concretizado. O principal objetivo da Fiat no momento é se fortalecer no mercado norte-americano.

Quem também está bem familiarizada com está ideia de Joint-Venture e alianças comerciais são as montadoras alemãs Audi e Porsche. As companhias germânicas compartilharão motores e plataformas, sendo que o primeiro resultado desta parceria será o Novo Porsche Cajun, modelo que utilizará a mesma estrutura do Audi Q5.

E por falar em Porsche, a Marca de veículos esportivos poderá se fundir à Volkswagen para concorrer diretamente com a japonesa Toyota. Só que um impasse entre os acionistas ainda impede a transação, por mais que a Porsche já pertença ao Grupo Volkswagen.

E com a implantação dos carros elétricos, parcerias como a da Mercedes-Benz e a chinesa BYD serão criadas. No formato de uma Joint-Venture, a nova empresa se chamará Shenzhen BYD Daimler New Technology Co, e ambas possuirão 50% das ações. A BYD ficará responsável em desenvolver o conjunto motriz e as baterias, enquanto caberá à Mercedes desenvolver as carrocerias.

Ao que tudo indica, nos próximos anos existiram menos empresas e maiores companhias.

 
Os Grupos Automotivos
Embora sejam concorrentes em determinados mercados, grande parte das fabricantes de veículos possuem ligação através dos grupos aos quais pertencem. Mas isso não significa que seus produtos são feitos em parceira, a exemplo da fabricante italiana de carros esportivos, Lamborghini, que pertence ao Grupo alemão Volkswagen.

Confira as principais fabricantes automotivas, que possuem ligações através de seus grupos.

Grupo Fiat =Fiat, Ferrari, Alfa Romeo, Maserati, Chrysler, Lancia, Iveco, CNH, New Holland
Grupo Volkswagen = Audi, Lamborghini, Porsche, Volkswagen, Bentley, Seat, Skoda, Bugatti, Scânia

General Motors = Buick, Cadillac, Chevrolet, GMC, Daewoo, Hummer, Opel

Grupo Ford =Ford, Lincoln, Mercury, Troller
Grupo Renault = Renault, Dacia, Renault Samsung Motors, Infinit, além da parceria Renault-Nissan
Grupo PSA = Peugeot e Citroën
Grupo BMW =BMW, MINI, Rolls Royce Motor Cars
Grupo Tata = Tata Motors, Jaguar, Land Rover
Grupo Toyota = Toyota, Subaru, Lexus
Grupo Hyundai-Kia = Hyundai, Kia Motors
Grupo Daimler AG = Mercedes-Benz, smart
 
O setor de acessórios
No setor de acessórios automotivos, essas fusões também já chegaram ao mercado brasileiro. Um bom exemplo foi à aquisição da fabricante de som Selenium, pela gigante do setor sonorização, a Harman.

Através da compra, a Harman introduziu no Brasil outras marcas que pertencem ao grupo, como a JBL, além de produzi-los na própria fabrica da Selenium, no Sul do País.

 

Fonte: Revista USAC News
 



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